quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Crianças com paralisia cerebral


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A Paralisia Cerebral (PC) resulta de uma lesão ou disfunção a nível do Sistema Nervoso Central (SNC), que pode ocorrer no período pré, peri ou pós-natal. O principal comprometimento nestas crianças é a nível sensoriomotor, o que significa que estas têm a capacidade de realizar aprendizagens a outros níveis.

No dia 21 de março de 2014, foi publicada no Diário da República, I Série – N.º57, a Resolução da Assembleia da República n.º 27/2014 que institui, finalmente, o dia 20 de outubro como o Dia Nacional da Paralisia Cerebral. Assim e como forma de sinalizar este dia, salientamos a necessidade que ainda existe de continuar a sensibilizar as pessoas para a importância da integração destas crianças na sociedade e nos diversos contextos, tal como para a necessidade de prestar apoio aos pais/famílias destas crianças. 

Prevenir é o melhor tratamento

O melhor tratamento para a Paralisia Cerebral é a prevenção e a identificação precoce dos fatores de risco. Em situações em que a PC está diagnosticada, existem diversas intervenções diretas e indiretas, que podem contribuir para um desenvolvimento mais harmonioso destas crianças, nomeadamente: a musicoterapia, a terapia familiar, a terapia ocupacional, a psicologia, a psicomotricidade, a hidroterapia, a fisioterapia, os desportos adaptados (ex: bócia), a psicologia, o snoolozen (estímulos música, sons, notas, luz, estimulação táctil e aromas podem ser usados de forma individual ou combinada), a terapia com cavalos, a zarabatana (um jogo que vem de uma prática que teve origem nos índios da Amazónia e que pode ser usado num quadro clínico motor grave), a comunicação alternativa e o serviço social. Atualmente fala-se de um tratamento inovador, que é a terapia com células-tronco.

Fisioterapia com tratamento multidisciplinar

As crianças com PC devem ser tratadas por uma equipa multidisciplinar. No entanto, a principal atuação é a da fisioterapia em que existem basicamente três métodos utilizados, de acordo com o quadro clínico: o de Bobath, o de Phelps e o de Kabat.

Já existem várias instituições que trabalham nesta área e que podem prestar um apoio efetivo aos pais e às crianças com PC, é o caso das Associações de Paralisia Cerebral que estão espalhadas pelo País, com técnicos especializados e instalações adaptadas para trabalhar nesta área.

O envolvimento dos pais/familiares na estimulação destas crianças é essencial e complementar ao trabalho dos diferentes técnicos.

Integração no ensino regular pode não ser solução

A medida de integrar estas crianças no ensino regular nem sempre permite o melhor apoio a estas crianças e aos pais. Estará o ensino regular preparado para dar o apoio que estas crianças e aos pais precisam? Será que têm técnicos em número suficiente e preparados para estimular estas crianças aproveitando ao máximo o seu potencial? Terão condições físicas adaptadas a estas crianças? Terão material pedagógico adaptado? Estarão também os cuidadores destas crianças devidamente preparados? São estas e outras questões que nos fazem pensar se estas crianças têm a assistência e os apoios necessários em Portugal. Seria também importante investir na formação dos cuidadores informais destas crianças e criar grupos de ajuda mútua, entre outras medidas de apoio. Ainda se pode fazer muito por estas crianças…


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